terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cura Erval Através dos Tempos

*Trecho Retirado do livro "Growing and using Healing Herbs" (Gaea and Shandor Weiss).
Sobre a história do livro, clique aqui.
A tradução é minha, fiz o melhor que pude com aquilo que sei. Posso ter alterado alguma palavra, mas jamais o sentido de uma sentença. Tive de retirar alguns parágrafos para que o texto não ficasse exaustivo. Espero que gostem e usufruam.

- Sistema Medicinal Chinês:
- Arquivos pré-históricos revelam que os antigos coletavam ervas e outras plantas raras e desta forma descobriam cada vez mais suas propriedades e seus tesouros, dado que naquele tempo plantas eram a principal fonte da medicina física. Alguns dos mais velhos arquivos sobre a flora natural usados atualmente na medicina provém da China. Datando 2.000 anos A.C. estes "oráculos antigos" são categorizados por suas respectivas plantas e doenças. Outro arquivo antigo inclui um índice erval  Chinês datado de 5.000 A.C., o qual lista ervas que continuam a ser utilizadas hoje.
Os sistemas medicinais mais antigos conhecidos no mundo hoje são aqueles da China e da Índia. A medicina chinesa nos deu duas técnicas de cura ainda muito utilizadas: diagnóstico de pulso e acupuntura. Acupuntura parece ter-se originado por volta de 2.700 A.C. Além disso, o sistema polifármaco Chinês é amplamente aclamado como uma das mais completas e efetivas tradições ervais ainda em uso.
Fu Hsi, criador yin e yang
As origens da medicina Chinesa estão associadas a três imperadores legendários: Fu Hsi, 2.852 A.C., que formulou a teoria do yin e yang; Sheng Nung, "o farmacêutico divino" (2.697 A.C.) pai da agricultura e da medicina erval; e Huan Ti, que viveu algum tempo entre 2.697 e 2.595 A.C. Ele é considerado o autor de "The Nei Ching" ou "Yellow Emperor's Classic of the Internal Medicine", que ainda é usado na China como um texto médico.
Do século 3 A.C. ao século 7 D.C., a medicina chinesa foi altamente influenciada pela filosofia e o exemplo dos sábios Taoístas que acreditavam na prevenção de doenças através da moderação. A China usou acupuntura, ervas, massagens, dietas e exercícios gentis para corrigir desequilíbrios dentro do corpo. Faziam diagnóstico pelo pulso e por características na face, mãos ou pés.

Sistema Medicinal Indiano:
O sistema medicinal Indiano é conhecido como Ayurveda, a "ciência da vida". A origem do Ayurveda é difícil de ser determinada. É tão antiga que desafia as habilidades de estudiosos e arqueologistas. Além disso, a única coisa que se sabe sobre o Ayurveda é que sua tradição é atemporal, como a própria vida. A explicação para esta visão pode ser a seguinte: as coisas todas têm uma habilidade instintiva para curar a si mesmas. Essa sensibilidade natural forma a base da ciência Ayurvédica. Portanto, a essência do Ayurveda co-existiu com a vida desde o ínicio.
O Ayurveda estava incorporado na maioria dos textos chamados Vedas, as antigas escrituras sob as quais baseiam-se a cultura e a religião Hindu. Os Vedas parecem existir desde 10.000 A.C. É certo que o Ayurveda já era bem desenvolvido por volta de 1.000 A.C. e continuou se desenvolvendo até meados de 1.100 D.C. Por volta do século 12 D.C., devido a invasões, o desenvolvimento do Ayurveda foi prejudicado e diminuiu um tanto, crescendo a partir de então com maior lentidão até o século 16.
Os Indianos acreditam que os trabalhos Védicos foram elaborados num tempo em que o conhecimento, o qual eles enxergam como o princípio masculino, e a sabedoria, o princípio feminino, estavam em equilíbrio. O Ayurveda tem uma influência muito forte sobre a tradição de curas ervais, as quais desenvolveram-se no Tibet.
O sistema Indiano, assim como o Chinês, trabalha para manter a saúde e prevenir doenças através do equilíbrio de dietas, exercícios, pensamento e meio. A medicina Ayurvédica abarca a visão expansiva de que "na existe no reino do pensamento ou experiência que não possa ser usado como medicina". Tratamentos incluem não apenas ervas e outras substâncias naturais, dietas e exercícios, mas também práticas mentais e físicas que intentam ajudar pessoas doentes a desenvolver emoções e qualidades positivas. Essas práticas, chamadas yogas, têm seu paralelo na medicina chinesa nos exercícios físícos e mentais dos Taoístas, como o Tai Chi, Pa Kua, Chi Kung, e os exercícios dos cinco animais. Todas estas disciplinas são devotadas a mudar e regular as energias vitais do corpo, e refinar a mente.

Como a medicina Chinesa, a medicina Ayurvédica sofreu um declínio nos tempos modernos. Com a ocupação britânica da Índia, a medicina ocidental ofuscou o Ayurveda. Mas agora, a medicina tradicional Indiana experimenta um renascimento e está sendo explorada por métodos científicos modernos além das práticas tradicionais. Esses dois maravilhosos sistemas médicos, o Chinês e o Indiano, do Tibet e da India, permitem que pessoas na modernidade continuem em contato com informações de tradições riquíssimas.










segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Egoísmo:

Tão importante, tão essencial quanto o altruísmo.
Seja alguém que te faz FELIZ!













quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Segura-te aos teus Sonhos!

"Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?"
(Pink Floyd - Wish you were here).

"Eles te fizeram trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Uma pequena participação na guerra
Por um papel principal numa cela?" 

Eu sei que o que escrevo aqui parece distante da realidade, e muitas vezes é mesmo.
Mas eu tenho pensado muito na morte dos nossos sonhos. Deixamos nossas aspirações de lado porque nos dizem ser impossível conquistá-las. Ridicularizam nossos atos e ideias para o futuro colocando sobre eles o rótulo de "utópico".
Lentamente, vamos nos amortecendo no mais puro desânimo, na desesperança por achar que sonhar é algo inválido, até mesmo ingênuo. Evitamos muito sermos os bobos sonhadores, mas a que preço?

Quais sonhos você deixou de sonhar por medo do ridículo e dos dedos apontões dos outros?
Quais deles você apenas finge não sonhar mais?
Quais precisam ser resgatados, talvez hoje, talvez imediatamente, por suas próprias mãos?

Heidegger dizia que o tempo principal da vida é o futuro. É o vir-a-ser. Nosso próprio projeto.
É sob a visão daquilo que esperamos que construímos e agimos no nosso hoje.
Por isso a falta de sonhos é destrutiva e a ridicularização deles, pobre e nociva.

Sonhemos todos, com todos os riscos. Risco de dar certo, e de dar errado.
Viver, sonhando ou não, sempre é arriscado.
Então, porque não?

Aurora Boreal: um dos meus muitos sonhos.

Quarto dos sonhos.




Escrever: um sonho realizado! (Acho importante ser grato).




Comentários? Hahahaha :p
                                               
*Para saber mais sobre meus sonhos, clique aqui.

Let´s share, people! Contem-me os seus. E bons sonhos. ;*












terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Pensando bem: Adoção, porque não?

Tudo bem, eu sou meio louca.
22:38 de uma terça-feira e eu, que tenho 20 anos aqui, pensando em adoção. Mas é um assunto que têm martelado muito na minha cabeça. Os motivos são muitos.
Mas, antes de começar, preciso dizer algumas coisas.
Primeiro, este texto não pretende oferecer dados estatísticos ou provas. Apenas uma reflexão.
Segundo, eu não sou mãe. Sou filha. Sou humano. E vou fazer minhas reflexões com base naquilo que sei, não tanto por conhecimentos teóricos, mas do que sei no mais intimo do meu coração.
Eu tenho observado muito o correr do mundo. Tenho tido a oportunidade de deixar para trás de mim mesma algumas ilusões que carregava, e minhas concepções de mundo vão a se alterar nesse compasso da descoberta, como uma dança da percepção. Cada vez mais me impressiono e tenho comigo a impressão de que a vida transcende mesmo a tudo o que imagino.
Eu nunca pensei que meus pensamentos fossem se voltar ao tema da adoção. Não sou adotada. Mesmo a maternidade nunca foi um tema que me chamou a atenção. Dizia eu, aliás, que meu intento de ser mãe era zero, pois não via motivos para tanto e achava ainda uma baita crueldade colocar mais um ser humano aqui nesse lugar do jeito que ele está, só pelo meu bel-prazer. Esse pensamento não mudou.
Mas é claro que eu percebia a singularidade da minha forma de pensar. A grande maioria das mulheres que conheço gostaria de ter (ou tem!) pelo menos um filho. Notar essa singularidade foi algo que me intrigou. Comecei a querer realmente entender o porquê dessa vontade generalizada de ter filhos. E fui em busca de respostas. A resposta que encontrei e que me levou a pensar em adoção é que a maior parte das mulheres querem isso mesmo: ter filhos. Isto é, além de criar, gestar e parir. Isso parece ser bem importante (repito: para a maioria), pelas mais diversas causas, dentre as quais eu citaria a de manter tradição e a genética.
Isso significa que:
1- Refletimos (se é que refletimos!) muito pouco sobre o que já está costurado no tecido social, e nisto inclui-se a maternidade e todo o seu sentido. As ideias, o certo e o errado, o normal e o diferente, o bom e o ruim - está tudo tão pré-estabelecido que somos levados em direção a correnteza do senso-comum, sem criar nossas próprias noções e possibilidades de vida. Isso faz de nós seres muito carregados de... pré-conceitos. Tornamo-nos então repetitivos e cíclicos. E, claro, muito carentes de autenticidade e até de identidade.
2- O mito da genética como determinante ainda envolve o sub-consciente de muita gente. A falta de conhecimento é a origem do medo diante do poder dos genes sobre as nossas características, inclusive comportamentais (ou talvez principalmente comportamentais). Somos levados, pela ignorância, a acreditar que a genética determina comportamento, quando na realidade ela exerce uma influência jamais separada do meio social em que (sobre) vive o organismo.

A ideia de que adotar um ser humano equivale-se a correr o risco de comprar problemas não passa, portanto, de uma ilusão. Ter um filho, seja ele adotado ou biológico, é sempre um risco que se corre. Temos em mãos apenas expectativas e intenções, e ter um filho seu não lhe garante que esses ideais serão cumpridos. A maioria das vezes o que ocorre é exatamente o contrário. Porque a vida é espontânea, não conta com planos. Ela acontece e de maneiras muito diferentes para cada um. Aí vem o desafio que é aceitar a individualidade do outro, daquele que veio de você (seja você pai ou mãe. E ao dizer "veio de você", não falo apenas de gestação e parto, falo também de criação e de valores).
E, por isso, ao meu ver, a importância de se saber capaz de um amor incondicional. Se eu digo que não serei mãe é justamente por duvidar dessa minha capacidade de amar sem expectativas. De amar um amor que é pura doação.

Pensando nisso, então, eu questiono:

Ser mãe, então, adquire que significado? Atinge quais instâncias? Abrange e transcende a que?
Trata-se, principalmente, do processo de gestação e parto? Não.
Não é principalmente isso, todos sabemos. E não precisamos continuar agindo como se fosse.
Gestar e parir não são sequer necessários para que alguém seja mãe ou, o que é ainda mais importante, maternal.
Muitas mães passaram por todo o processo biológico mas não têm essa característica psicológica e emocional que constitui a maternalidade.
Ser maternal é para poucos, pois trata-se de entrega, de doação. Do amor incondicional mencionado.

Mesmo uma pessoa que escolhe não ter filhos pode ter esta qualidade. E ela é o principal. Ela é o que basta para fazer de alguém mãe ou pai (sim, porque pais também podem ser maternais).

Num mundo tão realmente cheio de problemas e de crianças esperando por uma mão que lhes seja estendida e um colo que as acolha, por que não repensarmos nosso conceito já tão envelhecido e desgastado de maternidade e de família?
Desfaçamo-nos de nossas ilusões e expectativas. "Viver é melhor que sonhar" (Belchior).

"Todo filho precisa ser adotado". "Filho não sai, entra aos pouquinhos". - Soraya Pereira.


*Ter (gestar, parir) filhos eu não desejo mesmo. Mas adotar, se daqui uns anos eu me sentir capaz de tamanha doação que é criar filhos, eu pretendo.






sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Como gosto de amanhecer...

Com muita calma. Com tempo.
Eu gosto de acordar devagar, relaxando...
Espreguiçar-me na cama, depois me sentar... Respirar fundo três vezes, levantar, abrir as cortinas (as janelas estão sempre abertas aqui em casa para que as energias fluam com o vento);
Ir ao banheiro e lavar o rosto e as mãos devagar com meu sabão predileto (que usa só gordura vegetal).
Ligo uma musica calma e enquanto isso, preparo um chá cidreira com gengibre e abro uma maça.
Antes de comer, paro alguns minutos para meditar e agradecer o alimento que pela Mãe Terra me foi dado... Agradeço os batimentos do meu coração, por estar começando um novo dia e peço para que Deus esteja a minha frente, a iluminar o meu caminho e me ajudar a fazer o melhor que posso, lembrando-me sempre de que os problemas que me acompanham hoje não são eternos e que na Força Divina posso sempre me reabastecer.
Gosto de ler um trecho ou algumas páginas de algum livro que me inspire e preencha meu coração com sabedoria e conhecimento. Muitas vezes, ler uma poesia me basta para o dia inteiro.
Isso feito, vou organizar as tarefas do meu dia, tudo com calma pra não me perder.
Melhor mesmo é, antes de dormir, planejar o que sera feito no dia seguinte e ter uma lista para que não haja stress quanto a isso.

Desejo a todos um bom dia, e um ótimo amanhecer.
Sob a Luz Divina que está em nossos corações,



Flavia Caridjó*

*ainda farei um post pra explicar isto! hahaha :)
*Obs: eu não acordo assim todos os dias, há dias em que mal faço um xixi e tenho que sair correndo de casa, com o bonus de ter o cabelo da Gal Costa. Mas podendo, começo meu dia assim mesmo, como uma lesma feliz.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...